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sábado, 7 março, 2026

🚨 Crimes com criptomoedas atingem US$ 145 bilhões e entram no centro da geopolítica global

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O avanço das criptomoedas transformou o sistema financeiro global, trazendo inovação, agilidade e novas possibilidades de investimento. No entanto, 2025 marcou um ponto de atenção para governos, reguladores e investidores: o volume movimentado por crimes com criptomoedas chegou a US$ 145 bilhões, um crescimento de 155% em relação a 2024, segundo dados da Chainalysis.

Esse número não indica que o mercado cripto se tornou ilegal, mas revela uma mudança profunda no perfil das atividades ilícitas, que agora envolvem Estados nacionais, redes internacionais organizadas e estratégias geopolíticas. O debate deixou de ser apenas financeiro e passou a envolver segurança nacional e relações internacionais.


O que explica o crescimento dos crimes com criptomoedas

Apesar do salto expressivo, é importante contextualizar: mesmo com US$ 145 bilhões, as transações ilícitas representam menos de 1% do volume total do mercado cripto global, que segue amplamente dominado por operações legítimas.

O crescimento foi impulsionado, principalmente, por entidades e jurisdições sob sanções internacionais, que passaram a utilizar ativos digitais para contornar bloqueios econômicos tradicionais.

Esse movimento reflete uma mudança estrutural no uso da tecnologia blockchain, explorando falhas de monitoramento, ambientes pouco regulados e redes paralelas de intermediação financeira.

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Criptomoedas e a evasão de sanções econômicas

Um dos dados mais relevantes do relatório é o avanço de 656% nas movimentações associadas a agentes sancionados em 2025. Esse número indica que as criptomoedas passaram a ser usadas como ferramenta estratégica para driblar embargos econômicos, ampliando o alcance das atividades ilícitas.

Segundo especialistas do setor, esses fluxos costumam operar fora do ecossistema supervisionado, utilizando:

  • corretoras pouco estruturadas;

  • redes informais de intermediação;

  • técnicas de engenharia social;

  • ataques cibernéticos combinados com automação e inteligência artificial.


Estados nacionais operando atividades ilícitas on-chain

O relatório da Chainalysis aponta 2025 como um marco na atuação de atores estatais no crime envolvendo criptoativos.

Coreia do Norte

Grupos ligados ao regime foram responsáveis pelo roubo de aproximadamente US$ 2 bilhões em criptomoedas, incluindo o maior ataque já registrado no setor, estimado em US$ 1,5 bilhão.

Rússia

O lançamento do token A7A5, lastreado em rublo, movimentou mais de US$ 88,7 bilhões em menos de um ano, sendo utilizado para facilitar transações internacionais fora do alcance de sanções tradicionais.

Irã

Redes alinhadas ao país movimentaram mais de US$ 2 bilhões em criptomoedas a partir de carteiras formalmente sancionadas, associadas a esquemas de lavagem de dinheiro e comércio ilícito.

Casos semelhantes também começam a surgir na América Latina, como o uso de stablecoins em operações ligadas à economia venezuelana.

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Por que as stablecoins dominam as transações ilícitas

Em 2025, 88% do volume associado a endereços ilícitos envolveu stablecoins, ativos digitais lastreados em moedas fiduciárias.

Esse dado precisa ser analisado com cautela. As stablecoins são amplamente utilizadas no mercado legítimo por oferecerem:

  • previsibilidade de preço;

  • alta liquidez;

  • facilidade de transferência internacional.

Essas mesmas características acabam sendo exploradas por redes criminosas, o que explica sua maior presença nas estatísticas — sem que isso signifique que sejam, por natureza, mais propensas ao crime.

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Redes chinesas e a profissionalização do crime cripto

Outro destaque do relatório é a consolidação das chamadas Chinese Money Laundering Networks, organizações que passaram a operar como verdadeiras plataformas de serviços para o crime.

Essas redes oferecem desde lavagem de dinheiro como serviço até suporte para golpes digitais, evasão de sanções e movimentação de recursos roubados por hackers. O fenômeno evidencia um novo estágio de profissionalização e sofisticação do crime on-chain.


Quando o crime digital ultrapassa o ambiente virtual

Um dos alertas mais sensíveis do estudo é a crescente intersecção entre atividades on-chain e crimes violentos. Casos de sequestro e coerção física para forçar transferências de criptoativos se tornaram mais frequentes, especialmente em períodos de alta nos preços das criptomoedas.

Esses episódios reforçam que o impacto do crime com ativos digitais vai além do ambiente virtual, atingindo diretamente a segurança das pessoas.

Ainda assim, especialistas ressaltam que o problema está na conduta criminosa, não na tecnologia em si. A própria blockchain, por ser pública e rastreável, pode auxiliar investigações e cooperação com autoridades.


Como o investidor pode se proteger nesse cenário

Para o investidor, o risco não está no ativo, mas no caminho escolhido para acessá-lo. Operar fora de ambientes regulados passou a ser o principal fator de exposição.

Boas práticas incluem:

  • escolher plataformas alinhadas às exigências regulatórias;

  • ativar todas as camadas de segurança da conta;

  • desconfiar de promessas de ganhos garantidos;

  • evitar operações fora do ecossistema formal.

👉 Guia recomendado:
Investimento para Iniciantes: Transforme seu Futuro Financeiro – Módulo 01


O que esse cenário sinaliza para 2026

Os dados de 2025 apontam para um ambiente de crime cripto mais sofisticado, profissionalizado e conectado à geopolítica. Para 2026, os principais desafios envolvem:

  • identificar padrões ilícitos on-chain;

  • ampliar a cooperação internacional;

  • fortalecer regulações sem comprometer a inovação.

Apesar dos riscos, o mercado cripto permanece majoritariamente legítimo e transparente, com vantagens relevantes em rastreabilidade quando comparado a sistemas financeiros tradicionais.


Entendendo o novo papel das criptomoedas no mundo

As criptomoedas deixaram de ser apenas um ativo financeiro alternativo. Hoje, ocupam um espaço estratégico no debate global sobre economia, segurança e soberania digital. Para o investidor, informação, educação e escolha consciente são as melhores ferramentas de proteção.


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